segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Metafísica de Tales de Mileto - MD- Momento 75


C1 - Dois planos que nascem no infinito:
P definido pelas rectas p e u
Q definido pelas rectas q e v.
Os dois planos são transversais na recta y.
C2 – O plano R, também nascido no infinito, que secciona os dois planos já referidos, e que é definido pelas rectas u e v.
R vai ser o campo de trabalho de Tales
Nota: afirmei planos nascidos no infinito, poderia ter dito e que morrem no infinito. Mas, repare-se no avanço da matemática na actualidade, a noção de plano circunscreve-se à nossa proximidade, para lá dela os planos tendem a ser curvos. Tal é hoje.
Tales alisa completamente a superfície de areia fina e húmida no interior do seu caixote. Vai ser auxiliado por dois pauzitos finos e aguçados numa das pontas, nas outras duas pontas ata uma corda também fina. Tales não se esqueceu de uma régua o mais perfeita possível em pinho, na qual podia efectuar marcações. 
A partir disto vamos ver a grande capacidade de abstracção de Tales. Percepciona a realidade, gera representações mentais que procuram traduzir essa realidade e, ao trabalhar as relações que pode estabelecer através delas, faz evoluir o pensamento, concedendo-nos a possibilidade de aperfeiçoarmos a nossa análise da realidade. Fundamentalmente, a sua capacidade encontrava-se nas características das linhas, ângulos, círculos e triângulos, o que é um tanto diferente das habilidades egípcias que se encontravam na orientação, na medição e no cálculo,

 Pergunta-se: Que interesse tem isso?

A resposta encontra-se ao percepcionar a arquitectura clássica grega e a importância que os seus avanços tiveram para as diversas academias gregas e, principalmente, para todos nós. 

Com aqueles instrumentos vai apresentar o seu primeiro desenho: 

Continua

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