terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Metafísica de Aristóteles - MD - Momento 19

Pegando no texto abaixo:
“A medição ou contagem das transformações das coisas dependem para existirem da contagem na mente. Não havendo mente para contar, não pode haver tempo”.
E segundo experiência própria:
Antes de irmos para a cama, pela observação e pelo conhecimento adquirido, temos a noção do tempo, há bocado era tarde, depois ficou noite. Adormecemos, como que as persianas da consciência se vão fechando até se encerrarem. Neste percurso não há sonhos, não há pesadelos, apagaram-se as noções. Acordamos, já é dia. No intervalo que vai do último instante em que estivemos acordados e o novo instante, a partir do qual voltamos a acordar, não há tempo. Voltamos a ter noção do tempo, depois daquele instante em que a consciência encontrou uma referência para a sua medida.
Quando entrei em coma passou-se o mesmo.
No primeiro caso é algo que exige treino, no segundo caso acontece sem intenção própria.

A filosofia é grande, não podemos fugir do caminho que traçamos, pois cada rua que nos é dada permite-nos gerar vielas. 


Antes de continuar através da Cosmologia de Aristóteles friso o seguinte:
Vivo neste tempo, não rejeito totalmente os sítios por onde andei. Porquê? Porque todos eles me deram a base para aquilo sou.

Pois “Aristóteles” e “outros do mesmo domínio” devem ser respeitados, não por fazerem parte da arqueologia do pensamento (poetas mortos), mas antes pelo facto de cada um deles constituir uma base para uma civilização, os, um ponto de partida para algo novo. A partir da penetração do que pensaram e da crítica que posteriormente foi tecida, deram origem a transformações substanciais. Mal ou bem, ao tratar dos assuntos que aqui me trazem, procuro viver como se estivesse junto de Aristóteles e de outros. Findo cada momento, volto à minha vida normal. Algo de bom há-de ficar.   

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