Pegando no texto abaixo:
“A medição ou contagem das
transformações das coisas dependem para existirem da contagem na mente. Não
havendo mente para contar, não pode haver tempo”.
E segundo experiência própria:
Antes de irmos para a cama, pela
observação e pelo conhecimento adquirido, temos a noção do tempo, há bocado era
tarde, depois ficou noite. Adormecemos, como que as persianas da consciência se
vão fechando até se encerrarem. Neste percurso não há sonhos, não há pesadelos,
apagaram-se as noções. Acordamos, já é dia. No intervalo que vai do último
instante em que estivemos acordados e o novo instante, a partir do qual
voltamos a acordar, não há tempo. Voltamos a ter noção do tempo, depois daquele
instante em que a consciência encontrou uma referência para a sua medida.
Quando entrei em coma passou-se o mesmo.
No primeiro caso é algo que exige treino,
no segundo caso acontece sem intenção própria.
A filosofia é grande, não podemos fugir
do caminho que traçamos, pois cada rua que nos é dada permite-nos gerar vielas.
Antes de continuar através da Cosmologia
de Aristóteles friso o seguinte:
Vivo neste tempo, não rejeito totalmente
os sítios por onde andei. Porquê? Porque todos eles me deram a base para aquilo
sou.
Pois “Aristóteles” e “outros do mesmo
domínio” devem ser respeitados, não por fazerem parte da arqueologia do pensamento
(poetas mortos), mas antes pelo facto de cada um deles constituir uma base para
uma civilização, os, um ponto de partida para algo novo. A partir da penetração
do que pensaram e da crítica que posteriormente foi tecida, deram origem a transformações
substanciais. Mal ou bem, ao tratar dos assuntos que aqui me trazem, procuro viver
como se estivesse junto de Aristóteles e de outros. Findo cada momento, volto à
minha vida normal. Algo de bom há-de ficar.
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