É de realçar outros aspectos, nomeadamente, a noção
de corpo, antes de seguir em frente.
Cada coisa possui uma natureza que a distingue das
outras.
Natureza, - o que diferencia uma classe de coisas do
resto.
As diferenças que se podem estabelecer nas coisas
podem ser:
Acidentais, - se forem menores e superficiais.
Essenciais, - se as diferenças forem maiores e mais
importantes.
Considerando os objectos físicos, sendo certo que
existem muitos mais, dividiu os seus constituintes em dois grupos:
Corpos, - sempre mutáveis, e
Atributos (características), - sempre imutáveis.
Os principais atributos pelos quais os corpos se transformam
são:
Quantidade – os corpos aumentam ou diminuem de
tamanho ou peso,
Qualidade – os corpos alteram as suas propriedades,
Posição ou lugar – os corpos movem-se de um sítio
para outro.
Os principais atributos de um corpo físico são
aqueles que permanecem ao logo da sua existência, são os que fazem dele aquilo
que ele é.
A mudança substancial é mais importante que a
quantidade, qualidade e lugar. Representa o devir e o perecer.
A uma conclusão se chega:
Os primeiros princípios e as quatro causas são as
condições básicas para que as coisas existam e possam ser conhecidas.
A Filosofia Primeira tem
Uma finalidade básica - desvendar e definir
realmente a constituição essencial dos seres.
E, tem o seu objecto – compreender o universal de
modo a estabelecer definições essenciais.
E aqui é de perguntar: até que ponto a Ciência Actual
se distancia desta finalidade e deste objecto?
Hoje, não temos o olhar e o pensar de Aristóteles. Temos
muitos a olhar e a pensar. E, acima de tudo, desenvolvemos outros instrumentos físicos
e imateriais que nos permite encetar o caminho de desvendar e definir realmente
a constituição essencial dos seres e a compreender o universal de modo a estabelecer
conceitos fundacionais.
Já se passaram alguns anos, desde os tempos em que brincava
com as minhas galenas!
Contudo, para fazer uma boa sopa, não basta atirar com
as batatas e as couves para dentro da panela!
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