terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Metafísica de Aristóteles - MD - Momento 18

Até aqui apercebemos que:
Uma coisa é feita de matéria. Cada matéria tem a sua natureza própria, é dotada de um potencial, existe algo que a faz surgir e deslocar-se, de forma natural ou artificial, podendo ter perdas e ganhos nas suas propriedades, até no sentido quantitativo, e todas têm um propósito neste mundo.
Deu-nos uma noção de movimento, tal que:
-Acto e potência relacionam-se com o movimento;
-Um ser em potência só pode tornar-se um ser em acto através de algum movimento.
-Movimento (transformação, mudança, transitoriedade):
Passagem da matéria à forma; do acto à potência e da potência ao acto; enquanto transformações que ocorrem na coisa em si mesma, na situação de carência passagem da privação à posse e quando do excedente é a passagem da posse à privação.
E agora dá-nos a distinção entre os movimentos.
Distingue quatro tipos ou espécies de movimento, sendo certo que eles surgem por via natural ou artificial:
Lugar
As coisas mudam de lugar, locomovem-se, em que o objecto que se locomove permanece o mesmo, e a posição espacial é o elemento mutante.
Qualidade
As coisas alteram ou mudam as suas propriedades ou características.
Quantidade
As coisas mudam as quantidades dos seus elementos constituintes, aumentando-as ou diminuindo-as, há acréscimos ou diminuições de quantidades.
Substância
A substância das coisas é afectada, principalmente no seu início e no seu fim.
Uma mudança substancial distingue-se claramente das outras qualidades: quantidade, qualidade e lugar.

Resumidamente outras noções aristotélicas sobre as quais Des Cartes se vai debruçar: 
. Considera que o espaço vazio é uma impossibilidade.
Algo que Des Cartes não rejeita. Sumariamente através da noção de lugar: eu objecto, através de um movimento, passo de um ponto A para um B separado do primeiro, algo vai ocupar o A quando o abandono. Portanto, o universo é um plenum de coisas.

Não concorda com a visão de que os elementos são compostos de figuras geométricas. Algo que Des Cartes não despreza e preenche o conteúdo.

O espaço,
- O limite do corpo em torno do que o rodeia. Des Cartes expande esta ideia.

Tempo
- Medida do movimento em relação ao que é anterior e posterior.

Se não houvesse mudança no universo não haveria tempo, já que a medição ou contagem do movimento dependem para existirem da contagem na mente. Não havendo mente para contar, não pode haver tempo. O espaço e o tempo são potencialmente divisíveis ad infinitum. Algo a tratar mais à frente.  

Sem comentários:

Enviar um comentário