Elementos de Geometria
em Tales de Mileto
Nota: Continuo a seguir os passos do site da Universidade de Stanford, bem como de alguns outros agora apontados.
(...)
(...)
Entro agora no pensamento de Tales que vem a influenciar muitos outros filósofos futuros, no sentido de andarem sempre de braço dado com a matemática. Até que, um dia no futuro, dada a crescente especialização, a matemática começa a seguir o seu caminho autónomo, aliando-se à física e a todas as outras ciências. O que não quer que a filosofia não permaneça bem firme nelas e na nossa vida.
Terreno de possibilidade
A Matemática egípcia atingiu o seu apogeu com o Rhind Papyrus escrito por volta de 1800 a.C.
Os antecessores de Tales transmitiam os “conhecimentos
de matemática” como segredos profissionais, embora esparsos e desligados uns
dos outros.
Para
os gregos o Egipto
era uma fonte de muita sabedoria. Vários relatos indicam que muitos gregos
visitaram o Egipto para tomar contacto com esses conhecimentos, caso de Tales,
Pitágoras e alguns outros.
Foi durante as suas estadias na Babilónia e no
Egipto que angariou informações sobre geometria e elaborou os raciocínios que
chegaram até aos nossos dias.
Terá acompanhado os sacerdotes babilónicos e os
agrimensores egípcios (os corda – macas, espécie de inspectores que utilizavam
uma corda de nós para realizar as medidas de comprimento dos terrenos e
descrever arcos), os quais eram capazes de medir e calcular, para além
de serem detentores de várias habilidades práticas. Em suma, esses povos
possuíam conhecimento empírico, mas tinham pouco para oferecer em termos de
pensamento abstracto.
Ele é considerado por alguns historiadores, o primeiro pensador de uma longa lista
deles a quem se associam descobertas matemáticas, e daí ser considerado o criador da geometria abstracta, dedutiva e demonstrativa, porque, pela primeira vez,
converte uma prática informada num estudo abstracto. Acredita-se que obteve os seus
resultados mediante alguns raciocínios lógicos e não apenas por intuição ou
experimentação.
Servindo-se da inteligência, enceta um caminho passo
a passo.
Usa linhas imaginárias de quase nenhuma espessura e
perfeita exactidão, ao contrário das linhas grossas e imperfeitas, riscadas
sobre areia ou cera, até a si utilizadas.
Apropria-se dos conhecimentos práticos obtidos, que
foram acumulados pelos seus predecessores. Procura encontrar neles uma ordem e
razão, estabelecendo uma lógica. Para tal, ordena-os, esboçando sequências
regulares de argumentos para as relações matemáticas, os, elabora um conjunto
ordenado e coerente de proposições que contivesse, numa sucessão objectiva, as
verdades geométricas até então conhecidas fragmentariamente. Ao fim e ao cabo,
organiza de uma forma dedutiva os elementos de geometria ao seu dispor.
Apesar de tudo isto, é sua intenção dirigir-se e
chegar à prova final, enquanto inevitável consequência do que antes expusera.
Portanto, ele enriquece os elementos de geometria adquiridos,
acrescentando-lhes o “conceito
de demonstração ou prova". Ele fornece uma nova feição aos
conhecimentos dos seus predecessores, ao transformar a geometria, de uma
ciência de noções esparsas e desligadas umas das outras, num sistema lógico.
Embora, muitos dos seus elementos permitissem a
simbologia, mesmo dentro desta simbologia tudo importava em raciocínios.
Graças a ele, a matemática passou a progredir
racionalmente entre os gregos, mais do que até então se verificava.
…
Sem comentários:
Enviar um comentário