Pausa para o café
Muitas das ideias expostas nestes
sucessivos momentos devem-se em grande parte à amabilidade e boa intenção de
muitos professores de filosofia - internautas, filósofos e um ou
outro livro.
Todos o desenhos são da autoria do autor deste blogue.
Todos o desenhos são da autoria do autor deste blogue.
Delas e de muitas outras percebemos
o porquê de Aristóteles ter sido o primeiro filósofo da Igreja. Percebe-se
aqueles que o seguiram e aqueles que quiseram ir mais longe, caso do grande Des
Cartes.
Aristóteles para além de
entusiasmar, é provocador, incita-nos a agarrar a corda de que
gostámos e a ir mais longe.
Mas, as coisas evoluíram. Hoje, o
nosso mundo já não acaba na lua. Contudo, não deixa de ser verdade que, o ser
humano circunscrito ao mundo terrestre é um ser vivo segundo um princípio
primordial e organizador da sua vida. Só que, hoje, não evidenciamos só o princípio
segundo a razão, mas também o princípio segundo a emoção.
Aquela provocação incita-nos a não esmorecer,
incita-nos a dar potência ao impulso guiado pela razão, não só para conhecer o que
é e não é até à lua, mas a ir mais longe. Este propósito exigirá um grande controlo
emocional, muita união e muita vontade. Não força de vontade, porque vontade já
é um impulso, melhor será dizer: muita capacidade intelectiva e emocional.
Procurando o bem dizer, penso que
aqueles que amam a corda não são fiéis a um por toda a vida, são amantes desse e
de muitos mais. No entanto, não deixa de ser preciso: estaleca, amor e tempo.
Mesmo assim, Aristóteles será sempre recordado.
Aristóteles ao procurar os primeiros princípios do ser e ao estabelecer a sua proposta Lógica é matemático. Dá-nos o seu entendimento, enquanto base, de como podemos intelectualizar o que está para além do sentido e de como nos podemos aperceber das leis do universo.
Não queria partir para outra sem relevar a interpretação feita por um professor de filosofia sobre um pensamento de Aristóteles. Transcrevo de novo:
"O homem dirige-se aos objectos exteriores (materiais) e faz uso da faculdade específica dos animais superiores, a percepção sensorial, que lhe permite receber as formas desses objectos, independentemente daquilo que os compõem, ou seja, o sentido recebe as qualidades materiais sem a matéria delas. Para tal, é necessária a ocorrência de um acto físico, ie, a acção do objecto sensível sobre o órgão que sente, na proximidade ou à distância, através do movimento de um meio e de alguma mudança qualitativa.
Mesmo assim, Aristóteles será sempre recordado.
Aristóteles ao procurar os primeiros princípios do ser e ao estabelecer a sua proposta Lógica é matemático. Dá-nos o seu entendimento, enquanto base, de como podemos intelectualizar o que está para além do sentido e de como nos podemos aperceber das leis do universo.
Não queria partir para outra sem relevar a interpretação feita por um professor de filosofia sobre um pensamento de Aristóteles. Transcrevo de novo:
"O homem dirige-se aos objectos exteriores (materiais) e faz uso da faculdade específica dos animais superiores, a percepção sensorial, que lhe permite receber as formas desses objectos, independentemente daquilo que os compõem, ou seja, o sentido recebe as qualidades materiais sem a matéria delas. Para tal, é necessária a ocorrência de um acto físico, ie, a acção do objecto sensível sobre o órgão que sente, na proximidade ou à distância, através do movimento de um meio e de alguma mudança qualitativa.
O acto físico transforma-se num acto psíquico, ie,
transforma-se na sensação
propriamente dita, conhecimento sensível, em virtude da específica faculdade e
actividade sensitivas da alma".
Sem comentários:
Enviar um comentário