quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Metafísica de Des Cartes - Momento 29

Pausa para o café

Muitas das ideias expostas nestes sucessivos momentos devem-se em grande parte à amabilidade e boa intenção de muitos professores de filosofia - internautas, filósofos e um ou outro livro.
Todos o desenhos são da autoria do autor deste blogue. 
Delas e de muitas outras percebemos o porquê de Aristóteles ter sido o primeiro filósofo da Igreja. Percebe-se aqueles que o seguiram e aqueles que quiseram ir mais longe, caso do grande Des Cartes.
Aristóteles para além de entusiasmar, é provocador, incita-nos a agarrar a corda de que gostámos e a ir mais longe.
Mas, as coisas evoluíram. Hoje, o nosso mundo já não acaba na lua. Contudo, não deixa de ser verdade que, o ser humano circunscrito ao mundo terrestre é um ser vivo segundo um princípio primordial e organizador da sua vida. Só que, hoje, não evidenciamos só o princípio segundo a razão, mas também o princípio segundo a emoção.
Aquela provocação incita-nos a não esmorecer, incita-nos a dar potência ao impulso guiado pela razão, não só para conhecer o que é e não é até à lua, mas a ir mais longe. Este propósito exigirá um grande controlo emocional, muita união e muita vontade. Não força de vontade, porque vontade já é um impulso, melhor será dizer: muita capacidade intelectiva e emocional.

Procurando o bem dizer, penso que aqueles que amam a corda não são fiéis a um por toda a vida, são amantes desse e de muitos mais. No entanto, não deixa de ser preciso: estaleca, amor e tempo. 
Mesmo assim, Aristóteles será sempre recordado.

Aristóteles ao procurar os primeiros princípios do ser e ao estabelecer a sua proposta Lógica é matemático. Dá-nos o seu entendimento, enquanto base,  de como podemos intelectualizar o que está para além do sentido e de como nos podemos aperceber das leis do universo.      

Não queria partir para outra sem relevar a interpretação feita por um professor de filosofia sobre um pensamento de Aristóteles. Transcrevo de novo:
"O homem dirige-se aos objectos exteriores (materiais) e faz uso da faculdade específica dos animais superiores, a percepção sensorial, que lhe permite receber as formas desses objectos, independentemente daquilo que os compõem, ou seja, o sentido recebe as qualidades materiais sem a matéria delas. Para tal, é necessária a ocorrência de um acto físico, ie, a acção do objecto sensível sobre o órgão que sente, na proximidade ou à distância, através do movimento de um meio e de alguma mudança qualitativa.
O acto físico transforma-se num acto psíquico, ie, transforma-se na sensação propriamente dita, conhecimento sensível, em virtude da específica faculdade e actividade sensitivas da alma".

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