No
entanto, os princípios e as causas antes referidas não deixam de ser condições
de base para que as coisas existam e possam ser conhecidas, de acordo com o
alinhamento de Aristóteles.
O
grande observador constata as coisas movem-se, transformam-se, tem um novo
problema, -o movimento. Pensando bem, a substância abarca a forma que é imóvel
e a matéria que se transforma.
Considerando:
Apetece-me assar uma chouriça de sangue, tenho o assador de barro vermelho onde
a vou colocar. Pego num bocado de álcool e verto-o no assador.
É
certo que se chegar um fósforo aceso ao álcool ele torna-se incandescente e
liberta calor intenso que vai assando a minha chouriça.
O
álcool tem a capacidade de se incandescer, -potencial, mas para além da
capacidade de iluminar tem a capacidade de libertar calor. Como se verifica foi
preciso algo estranho para o álcool alterar a sua realidade, ie, passar da
potência ao acto.
Admite,
então, que as coisas são dotadas de potência, um poder que encerram em si e que
pode dar origem à modificação da sua realidade, à sua transformação, ao seu
deslocamento. Esta noção é importantíssima e pode vir a despoletar novos
desenvolvimentos no futuro.
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