sábado, 8 de novembro de 2014

Metafísica de Aristóteles - MD - Momento 2

É esquisito trazer aqui Aristóteles e outros quando me proponho expressar coisas acerca da metafísica de RD! Deixo os momentos acontecerem, os alongamentos justificarão a exclamação. 
Aristóteles depara-se com as coisas, coisas que se transformam.
Pelo que se averigua até agora é que, o carácter distintivo de cada coisa individual é representado em termos de matéria e forma.  
A matéria,
-Aquilo de que a coisa é feita,
(ferro)
-Tem sempre uma forma, tem em si um princípio de organização que o torna num tipo de material, em vez de outro.  
(O ferro de um machado tem de ter a forma de ferro antes de se tornar o material para o machado. Se o material tivesse outra forma, não seria o ferro, mas seria outro que se adequaria ou não à construção da peça). Podemos dizer então que, a natureza de um material deve-se à sua forma. Assumidamente, matéria é a capacidade de assumir uma forma.   
Mas, Aristóteles vai mais longe, a matéria sem qualquer forma, sem tamanho, textura, estrutura, cor, temperatura, simplesmente não pode existir.
Contudo, Aristóteles aprofunda ainda mais, se eu quebrar uma coisa até aos seus elementos base, (terra, ar, fogo e água) ainda será uma combinação de matéria e forma.
Da sua observação do mundo e ao raciocinar sobre a sua estruturação constata que existe uma lógica por trás do existir das coisas e do seu modo de existir, o que o leva a estabelecer condições necessárias para garantir a sua realidade, o seu existir e que nos permite conhecê-las.

Assim, considerando uma coisa a, concretizando a coisa a é uma proposição.
Enuncia:
1 – Regra da Identidade (auto evidência)
Uma proposição é sempre igual a si mesmo.
a = a
2 – Regra da Não-Contradição
No mesmo tempo, a proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa.
3 - Regra do Terceiro Excluído
A proposição a é verdadeira ou é falsa, não sendo possível colocar outra opção.

Encontra ou propõe, ainda, quatro causas:
Considerando: pretendo que o grande calhau que coloquei no cimo do monte role por ele abaixo. 
Causa material - a matéria da qual é feita a essência das coisas.
O minério que constitui o calhau.
Causa formal - forma da essência.
A inclinação do monte.
Causa eficiente – informa-nos como a matéria recebeu determinada forma.
O empurrão que lhe infligi.
Causa final – a causa que determina a finalidade das coisas existirem e serem como são.
A predisposição inerente ao calhau de só parar no plano situado lá em baixo.

Ora, é esta causa final que gere macaquinhos na mente de RD, os, as coisas do mundo serem determinadas pela finalidade de existirem e serem como são, para além de algo mais.

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