Aristóteles depara-se com as coisas, coisas que se transformam.
Pelo
que se averigua até agora é que, o carácter distintivo de cada coisa individual
é representado em termos de matéria e forma.
A matéria,
-Aquilo
de que a coisa é feita,
(ferro)
-Tem
sempre uma forma, tem em si um princípio de organização que o torna num tipo de
material, em vez de outro.
(O ferro de um machado tem
de ter a forma de ferro antes de se tornar o material para o machado. Se o
material tivesse outra forma, não seria o ferro, mas seria outro que se
adequaria ou não à construção da peça). Podemos dizer então que, a natureza de
um material deve-se à sua forma. Assumidamente, matéria é a capacidade de
assumir uma forma.
Mas,
Aristóteles vai mais longe, a matéria sem qualquer forma, sem tamanho, textura,
estrutura, cor, temperatura, simplesmente não pode existir.
Contudo,
Aristóteles aprofunda ainda mais, se eu quebrar uma coisa até aos seus
elementos base, (terra, ar, fogo e água) ainda será uma combinação de matéria e
forma.
Da sua observação do mundo e
ao raciocinar sobre a sua estruturação constata que existe uma lógica por trás
do existir das coisas e do seu modo de existir, o que o leva a estabelecer
condições necessárias para garantir a sua realidade, o seu existir e que nos
permite conhecê-las.
Assim, considerando uma
coisa a, concretizando a coisa a é uma proposição.
Enuncia:
1 – Regra da Identidade
(auto evidência)
Uma proposição é sempre
igual a si mesmo.
a = a
2 – Regra da Não-Contradição
No mesmo tempo, a proposição
não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa.
3 - Regra do Terceiro
Excluído
A proposição a é
verdadeira ou é falsa, não sendo possível colocar outra opção.
Encontra ou propõe, ainda,
quatro causas:
Considerando: pretendo que o
grande calhau que coloquei no cimo do monte role por ele abaixo.
Causa material - a matéria
da qual é feita a essência das coisas.
O minério que constitui o
calhau.
Causa formal - forma da
essência.
A inclinação do monte.
Causa eficiente – informa-nos
como a matéria recebeu determinada forma.
O empurrão que lhe infligi.
Causa final – a causa que
determina a finalidade das coisas existirem e serem como são.
A predisposição inerente ao
calhau de só parar no plano situado lá em baixo.
Ora, é esta causa final que
gere macaquinhos na mente de RD, os, as coisas do mundo serem determinadas pela
finalidade de existirem e serem como são, para além de algo mais.
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