Quando li a primeira vez este livro veio-me à ideia um grande professor de probabilidade. Falo do Sr. Eng. Trigo e dos seus cálculos de probabilidade, no sentido de acertar num número pretendido, constante da roleta russa existente no casino de Espinho. Com os seus elevados conhecimentos matemáticos, aliados à sua experiência terra a terra, tirava o sono a todos, dentro de um anfiteatro cheio. Era o delírio mental.
Apesar da leitura global do livro, o pouco que disser visa o explanado até à página 59.
Apesar da leitura global do livro, o pouco que disser visa o explanado até à página 59.
A similitude invocada vem do facto desta proposta surgir na sequência de um conjunto de aulas ministradas pelo Professor Heidegger e, em certa medida, pela dialéctica que nos transmitiu decorrente da pergunta mencionada em assunto.
Abordar esta questão, tão profundo quanto possível, é como cair dentro de poço, e sentir-se em apuros para vislumbrar o fundo. Venho com outra ideia, é como andar às voltas dentro de um armazém, carente de arrumação, e ter grande dificuldade em arrumar as peças nos lugares mais apropriados. Faço do armazém uma macieira, giro em torno dela, umas vezes arranco maçãs saborosas, outras vezes saem maçãs com bicho.
Outra ideia feita que trago é definir “coisa” como “o que existe, fora de mim e no meu pensamento”. E tenho como “mundo - tudo o que existe”. O que é pouco, sendo sempre um ponto de partida para uma qualquer evolução.
Abordar esta questão, tão profundo quanto possível, é como cair dentro de poço, e sentir-se em apuros para vislumbrar o fundo. Venho com outra ideia, é como andar às voltas dentro de um armazém, carente de arrumação, e ter grande dificuldade em arrumar as peças nos lugares mais apropriados. Faço do armazém uma macieira, giro em torno dela, umas vezes arranco maçãs saborosas, outras vezes saem maçãs com bicho.
Outra ideia feita que trago é definir “coisa” como “o que existe, fora de mim e no meu pensamento”. E tenho como “mundo - tudo o que existe”. O que é pouco, sendo sempre um ponto de partida para uma qualquer evolução.
A linguagem tem um papel importantíssimo para o encontro da resposta, pela utilização do termo certo, pelo desenvolvimento de argumentos e pela expressão de raciocínios que conduzam ao encontro da resposta.
Da experiência do quotidiano assumimos coisa como algo que está à mão, disponível, à vista, ou à beira. É algo que afecta os nossos sentidos, podemos instrumentalizar, e destacar propriedades.
Ampliando aquele sentido de proximidade, e como consequência da experiência, coisa surge como algo que ocorre, de um modo ou de outro, acontecimento; ou interiorizando a proximidade, temos coisa como pensamento.
Indo mais longe, sem recurso à experiência, coisa surge como qualquer coisa, algo e não nada.
O professor fala do papel da ciência na determinação das coisas, ao procurar saber o que são as coisas e como se diferenciam. Mas, salienta a necessidade “de saber o que é a coisa enquanto coisa, isto é, procura-se aquilo que faz a coisa ser coisa, enquanto coisa, a coisalidade, algo incondicionado que determina a coisa, e que temos de procurar, indo além de todas as coisas, em direcção ao que já não é coisa. Isto, implica um querer saber mais que as ciências, ou melhor de um modo diferente”.
O meu corpo, a minha mente, a relação entre as duas, o eu, a relação com o outro conduzem ao sujeito que representa e acredita. “O que representamos e acreditamos são imagens subjectivas que carregamos; às próprias coisas nunca chegamos”.
Estes e outros argumentos vão ficar a roer cá dentro, cá voltarei.
António Martins, no Porto, 25.04.2010
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