sexta-feira, 19 de junho de 2015

Metafísca de Des Cartes - Momento 64

Aspectos Metafísicos de Tales (13)
Nota: Continuo a seguir os passos do site da Universidade de Stanford. 
(...) 
Eclipse do Sol
Campo de Possibilidades
Viagens ao Egipto
É certo que Tales, por motivos de negócio, tenha viajado para as colónias gregas no Egipto. E, a partir daí tenha estabelecido contactos com as autoridades do conhecimento egípcias, recolhendo informação sobre as diversas matérias, nomeadamente, acerca dos eclipses e como eles determinavam os limites dos terrenos. No mínimo ganhou a informação de que os eclipses se repetem dentro de um ciclo tal que a sua previsão se torna possível.
Influência Babilónica e Síria
É amplamente aceite que, através das suas viagens ao Oriente Próximo, Síria e Babilónia, adquiriu nessas paragens informações sobre astronomia e ganhou acesso aos extensos registos na posse desses povos.
Sabe-se que desde 721 a.C., os sacerdotes babilónios, por motivos religiosos, observavam e anotavam os fenómenos celestes; e, a pouco em pouco, iam aumentando os conhecimentos sobre os eclipses e os solstícios. Lograram estabelecer sistemas para uma acurada predição de eclipses lunares. Quando ocorria a possibilidade de um eclipse ou outro fenómeno, os sacerdotes distribuíam-se por diferentes lugares, a fim de encontrarem uma constatação, o que muitas vezes ocorria sem resultado. Contudo, com os limitados recursos que os homens de então detinham, não conseguiam prever o lugar e o dia da ocorrência do eclipse.
Os escritos antigos provam que os babilónios e os assírios sabiam que eclipses lunares podem ocorrer apenas na lua cheia, e os eclipses solares só na lua nova, e que os eclipses ocorrem em intervalos de cinco ou seis meses.  No entanto, enquanto um eclipse lunar é visível ao longo de cerca de metade do globo, o eclipse solar são visíveis apenas a partir de pequenas áreas da superfície da terra.
Segundo opinião recente, já em 650 a.C. os astrónomos assírios parecem ter reconhecido o período de cinco a seis meses, para a possibilidade de ocorrência de um eclipse.
Possivelmente, na época dele, já haveria a possibilidade de predizer o eclipse para o ano 585 AC.

Se predisse o eclipse para o ano, talvez não focasse o dia e o lugar da ocorrência. Felizmente, o fenómeno aconteceu na mesma região e em momento oportuno, durante a batalha. Essa previsão para o ano, e não para o dia, evidencia a influência dos babilónicos.  
Alguns acreditam que Tales pode ter testemunhado o eclipse solar de 18 de Maio 603 a.C. ou tenha ouvido falar dele.  Aceitaram que ele previu o eclipse solar de 28 de Maio de 585 a.C., fundamentando-se através dos ciclos de Saros e pelo facto dos dois eclipses solares estarem separados por um período de 18 anos, 10 dias e 7,7 horas. Ele seria capaz de realizar o feito através do conhecimento do ciclo Saros, ou do ciclo Exeligmos. Mas, dados os conhecimentos actuais tal não seria possível. Na época de Tales, nem os ciclos de Saros, nem os ciclos Exeligmos poderiam ter sido usados para prever eclipses solares.
É certo que Tales sabia que o sol é eclipsado quando a Lua passa em frente dele, o dia do eclipse - o chamado trigésimo para alguns, lua nova por outros. E, ainda, se ele mediu a altura das pirâmides pela sombra, devia ter também a suficiente experiência para compreender, que a sombra do bastão muda conforme o movimento do Sol em cada estação do ano. No fundo ele sabia que os eclipses eram a passagem da lua entre a Terra e o sol ao verificar que ambas são iluminadas por este astro.
No entanto, as investigações astronómicas modernas atestaram que o único eclipse total registado na Ásia Menor, ao tempo de Tales, ocorreu a 28 de Maio de 585 a.C., 4º ano da 48ª olimpíada, de modo que a frustrada batalha se converteu no primeiro acontecimento histórico capaz de ser datado com absoluta precisão e foi possível ajustar a cronologia de toda a época.
Mesmo assim, actualmente ainda se aceita a possibilidade do eclipse ter ocorrido 30 de Setembro de 609 a.C. e não no dia 28 de Maio de 585 a.C.
Aristóteles
A previsão do Eclipse para o ano de 585 a.C. marca o momento em que começa a filosofia.

Tales é aclamado e a sua fama estendeu-se a todo o mundo helénico. 

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