sexta-feira, 15 de maio de 2015

Metafísica de Des Cartes - Momento 52

Aspectos Metafísicos de Tales de Mileto (1)


Os Egípcios e Mesopotâmicos (Babilónicos) Consideravam:
-A água, o ar e a terra os “elementos” primários da natureza,
Os Babilónicos concebiam a forma da terra como plana, espécie de disco, apoiado sobre a água, como um navio, cujas bordas são mais altas e que por isso não afunda.
Os Gregos, segundo a sua mitologia, formada pelo que percepcionavam através dos sentidos e que depois era incrementado pela imaginação, consideravam, assim como os Fenícios, os “elementos” da Natureza (o Sol, a Terra, o Céu, o Oceano, as Montanhas, etc.):
-Deuses,
-Seres activos,
-Dotados de consciência,
-Forças autónomas com o poder de deslocação,
-Apresentavam sentimentos, vontades e desejos.
-Fonte e essência de todas as coisas do universo.
Todos os fenómenos eram explicados através da vertente mítica e religiosa.
A passagem da consciência mítica e religiosa para a consciência racional e filosófica teve o seu tempo de duração. Ao longo do tempo desenrolou-se na sociedade grega a coexistência dos dois tipos de consciência.
Na época de Tales, os pensamentos racional e filosófico eram ainda povoados por elementos mágicos e mitológicos.
O Período Pré-Socrático é o conjunto de pensamentos desenvolvidos desde Tales de Mileto (625-546 a.C.) até Sócrates (468-399 a.C.).
Os Pensadores Pré-Socráticos verificavam, em muitos casos, que as coisas surgiam, se deslocavam, se modificavam, cresciam, envelheciam, deixavam de existir, e noutros casos voltavam a existir. As coisas aconteciam, deixavam de acontecer e até voltavam de novo a acontecer. Eles assistiam à permanente transformação das coisas. No seu mundo eles estavam perante diversos fenómenos e diversos materiais que se alteravam.
Eles sofriam de espanto e questionavam-se!
Como é possível que todas as coisas mudem e desapareçam? E, mesmo assim, como é possível o seu mundo natural continuar sempre o mesmo?
Alguns desses Pensadores preocupavam-se e queriam entender a natureza da matéria e a sua transformação numa multiplicidade de coisas constituintes do seu mundo, mundo enquanto proximidade e para além da proximidade, conjunto apelidado de universo.
Colocavam-se problemas:
1-Determinar o que é uma coisa,
2-Examinar a procedência e o retorno das coisas.
3-Como explicar que todas as coisas poderiam vir a ser a partir de alguma coisa e retornar em última instância à coisa material original.
4-Procurar um princípio único e fundamental para a natureza primordial. Princípio do qual se pudesse extrair explicações para os fenómenos naturais e que permanecesse estável junto ao sucessivo vir-a-ser.
5-Explicar o universo.
(...)

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