Aspectos Metafísicos de Tales de Mileto (1)
Os Egípcios
e Mesopotâmicos (Babilónicos) Consideravam:
-A água, o ar e a terra os “elementos”
primários da natureza,
Os Babilónicos concebiam a
forma da terra como plana, espécie de disco, apoiado sobre a água, como um
navio, cujas bordas são mais altas e que por isso não afunda.
Os Gregos, segundo a sua mitologia,
formada pelo que percepcionavam através dos sentidos e que depois era
incrementado pela imaginação, consideravam, assim como os Fenícios, os “elementos”
da Natureza (o Sol, a Terra, o Céu, o Oceano, as Montanhas, etc.):
-Deuses,
-Seres activos,
-Dotados de consciência,
-Forças autónomas com o poder de
deslocação,
-Apresentavam sentimentos, vontades e
desejos.
-Fonte e essência de todas as coisas
do universo.
Todos os fenómenos eram explicados através da vertente
mítica e religiosa.
A passagem da consciência mítica e religiosa para a consciência
racional e filosófica teve o seu tempo de duração. Ao longo do tempo
desenrolou-se na sociedade grega a coexistência dos dois tipos de consciência.
Na época de Tales, os pensamentos racional e filosófico
eram ainda povoados por elementos mágicos e mitológicos.
O Período Pré-Socrático é o conjunto de pensamentos desenvolvidos
desde Tales de Mileto (625-546 a.C.) até Sócrates (468-399 a.C.).
Os Pensadores Pré-Socráticos verificavam, em muitos casos, que as
coisas surgiam, se deslocavam, se modificavam, cresciam, envelheciam, deixavam
de existir, e noutros casos voltavam a existir. As coisas aconteciam, deixavam
de acontecer e até voltavam de novo a acontecer. Eles assistiam à permanente
transformação das coisas. No seu mundo eles estavam perante diversos fenómenos
e diversos materiais que se alteravam.
Eles sofriam de espanto e
questionavam-se!
Como é possível que todas as coisas mudem e desapareçam? E, mesmo
assim, como é possível o seu mundo natural continuar sempre o mesmo?
Alguns desses Pensadores preocupavam-se e queriam entender a natureza da matéria e a sua transformação numa multiplicidade de
coisas constituintes do seu mundo, mundo enquanto proximidade e para além da
proximidade, conjunto apelidado de universo.
Colocavam-se problemas:
1-Determinar o que é uma coisa,
2-Examinar a procedência e o retorno das coisas.
3-Como explicar que todas as coisas poderiam vir a
ser a partir de alguma coisa e retornar em última instância à coisa material
original.
4-Procurar um princípio único e fundamental para a natureza
primordial. Princípio do qual se pudesse extrair explicações para os fenómenos
naturais e que permanecesse estável junto ao sucessivo vir-a-ser.
5-Explicar o universo.(...)

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