sexta-feira, 15 de maio de 2015

Metafísica de Des Cartes - Momento 48

Aspectos da Vida de Tales III
(...)

571 a.C. (+-53 anos de idade) Desde esse ano que Creso reinava com sucesso a Lídia. Mais tarde conquistou a cidade jónica de Éfeso e procurou um bom relacionamento com as outras cidades da Jónia. Creso era um homem culto e benemérito. O seu amor ao saber levou-o a receber em visita Sólon de Atenas, Pitágoras de Samos e Tales de Mileto.
Heródoto
Descreve-o como um político que propôs a união das cidades da Jónia numa federação, de modo a fazerem face à ameaça persa.
546 a.C. (fim da vida)
Diógenes Laércio:
"Parece que Tales mostrou grande sagacidade em assuntos políticos. Opôs-se à aliança política proposta por Creso aos de Mileto, com isso teria salvado a cidade depois do triunfo de Ciro".
Possivelmente, Tales tenha viajado para Cappadocia a fim de se juntar a Creso, tendo trabalhado algum tempo no exército lídio. De acordo com alguma crença, concebeu um esquema pelo qual o exército de Creso foi capaz de atravessar o rio Halys.
Heródoto descreve-o como um engenheiro
"Quando ele chegou ao rio Halis. Creso passou o exército pelas pontes existentes, conforme a minha versão. Mas, conforme a versão geral dos gregos, teria sido Tales de Mileto, que o teria transposto”.
Diz-se que Creso não sabia como efectuar a travessia do exército, porque não existiam tais pontes, e estando Tales ao seu serviço fez com que o rio, fluísse à esquerda, e depois à direita, dividindo o rio Hális em dois, de modo a alterar o curso do rio, permitindo a sua transposição, terminada a transposição voltara ao seu curso normal.
Neste ano, os persas comandados pelo rei Ciro avançam sobre a Lídia e a Jónia. Acabam por conquistar Sardes a capital da Lídia e as outras cidades da Jónia. Toda a região fica sob a influência persa.

A sua formação cultural e científica, a sua erudição e os seus feitos podem ter sido influenciados por conhecimentos milenares do oriente, adquiridos no decurso das suas viagens. 
É muito provável que tenha visitado o Egipto, onde procurou se inteirar da geometria egípcia, chegando ao cálculo da altura da Pirâmide de Quéopes e à determinação das distâncias dos navios no mar. É possível que se tenha inteirado sobre os eclipses do Sol e da Lua, e verificado que esses fenómenos se repetiam com uma regularidade previsível.
Também é provável que tenha passado algum tempo na Babilónia, ao tempo de Nabucodonosor, onde terá contactado com a astronomia babilónica, nomeadamente, com as suas tabelas e instrumentos astronómicos. (...) 

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