Aspectos da Vida de Tales III
571 a.C. (+-53 anos de idade) Desde esse ano que Creso reinava
com sucesso a Lídia. Mais tarde conquistou a cidade jónica de Éfeso e procurou
um bom relacionamento com as outras cidades da Jónia. Creso era um homem culto
e benemérito. O seu amor ao saber levou-o a receber em visita Sólon de Atenas,
Pitágoras de Samos e Tales de Mileto.
Heródoto
Descreve-o como um político
que propôs a união das cidades da Jónia numa federação, de modo a fazerem face
à ameaça persa.
546 a.C. (fim da vida)
Diógenes Laércio:
"Parece que Tales mostrou grande sagacidade em assuntos políticos. Opôs-se à aliança política
proposta por Creso aos de Mileto, com isso teria salvado a cidade depois do
triunfo de Ciro".
Possivelmente, Tales tenha viajado para Cappadocia
a fim de se juntar a Creso, tendo trabalhado algum tempo no exército
lídio. De acordo com alguma crença, concebeu um
esquema pelo qual o exército de Creso foi capaz de
atravessar o rio Halys.
Heródoto descreve-o como um engenheiro
"Quando
ele chegou ao rio Halis. Creso passou o exército pelas pontes existentes,
conforme a minha versão. Mas, conforme a versão geral dos gregos, teria sido
Tales de Mileto, que o teria transposto”.
Diz-se que Creso não sabia como efectuar a travessia do exército,
porque não existiam tais pontes, e estando Tales ao seu serviço fez com que o
rio, fluísse à esquerda, e depois à direita, dividindo o rio Hális em dois, de
modo a alterar o curso do rio, permitindo a sua transposição, terminada a
transposição voltara ao seu curso normal.
Neste ano, os persas comandados pelo rei Ciro avançam sobre a
Lídia e a Jónia. Acabam por conquistar Sardes a capital da Lídia e as outras
cidades da Jónia. Toda a região fica sob a influência persa.
A sua formação cultural e científica, a sua erudição e os seus feitos
podem ter sido influenciados por conhecimentos milenares do oriente, adquiridos
no decurso das suas viagens.
É muito provável que tenha visitado o Egipto, onde procurou se inteirar
da geometria egípcia, chegando ao cálculo da altura da Pirâmide de Quéopes e à
determinação das distâncias dos navios no mar. É possível que se tenha inteirado
sobre os eclipses do Sol e da Lua, e verificado que esses fenómenos se repetiam
com uma regularidade previsível.
Também é provável que tenha passado algum tempo na Babilónia, ao
tempo de Nabucodonosor, onde terá contactado com a astronomia babilónica,
nomeadamente, com as suas tabelas e instrumentos astronómicos. (...)

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