Centrado no
pensamento aristotélico, o entendimento e a interpretação de um filósofo à mão,
que considerei interessante colocar aqui e agora:
Amostragem em como a atenção
aos aspectos quantitativos dos corpos embora não gere falsidades na matemática
pura ou na matemática física, não é suficiente para o conhecimento completo do
mundo físico.
Os corpos físicos
contêm volumes, superfícies, linhas e pontos. Os aspectos quantitativos são
propriedades dos corpos. Em pensamento eles são separáveis do movimento, o que
não faz diferença, nem alguma falsidade resulta do caso de serem separados.
A matemática não se
constitui na essência das coisas físicas, ie, os corpos físicos não são
entidades matemáticas. Ela está nos corpos, na medida em que faz daqueles
elementos o seu objecto.
O matemático:
-Não os considera como limites de um corpo físico,
-Nem os considera como atributos desses corpos.
-Separa no pensamento (abstrai) e retém só estes aspectos,
distanciando-os do movimento, caracterizador dos seres naturais e de toda a
matéria que os constitui.
-Pontos, linhas, figuras e volumes dos corpos são tratados como
seres independentes, sem a necessidade de um ser que os sustente.
Nenhuma falsidade advém deste procedimento, este é a acção da
mente sobre os corpos percebidos.
Há ciências físicas,
é o caso da óptica, da harmónica e da astronomia, que devido às suas
características físicas, utilizam a matemática como meio de explicação, embora
mantendo-se ligadas aos corpos.
Estas ciências:
-Tratam os atributos matemáticos dos corpos, como pertencentes
aos corpos.
-Não efectuam a abstracção total do movimento e da matéria que
caracteriza a matemática pura.
-Concebem os objectos a partir dos seus aspectos quantitativos,
concentrando-se nas explicações destes, referindo esses aspectos aos corpos.
-Pertencendo os aspectos aos corpos, essas ciências apresentam
resultados legítimos e verdadeiros, em que o seu modo de estudo dos objectos
não é puramente físico. O modo está a meio caminho entre a abstracção da
matemática e a abstracção da física.
O físico encontra a
forma (essência das coisas) abstraindo-a da matéria particular dos exemplares
concretos directamente percebidos pelos sentidos. A forma é a causa do
movimento dos seres naturais, aquilo que a coisa se deve tornar, a sua
finalidade, e a sua proporcionalidade intrínseca. O físico não deve descurar do
conhecimento da matéria de que a coisa é feita.
As físicas matemáticas como a óptica, a harmónica e a astronomia
como que são o inverso da geometria.
Esta investiga as linhas físicas não como físicas mas como matemáticas, a
óptica investiga as linhas matemáticas, não como matemáticas, mas como físicas.
Os seres naturais possuem aspectos quantitativos e qualitativos.
No discurso estes aspectos estão presentes porque o conceito de ciência,
enquanto conhecimento das causas últimas das coisas, o exige.
Dentro deste
âmbito o que procura Aquele que vai influenciar Des Cartes?
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