segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Metafísica de Aristóteles - MD - Momento 15

Antes de continuar quero desenvolver uma ideia segundo a minha maneira de ver as coisas.
“Ler mais”, necessariamente, significa vir a “ler melhor”. Também será verdade que “ler pouco” pode conceder pontos à intuição, o que não deixa de ser aprazível.
“Ler muito” é importante se os sucessivos actos contribuírem para o desenvolvimento das operações mentais.
“ler muito” é para quem pode.
“Ler muito” com açúcar é só para alguns.
Depois destas pinceladas e tendo em conta o assunto que anda por aqui convém estabelecer o que é “filosofar sobre tal”.
Não é com certeza mergulhar para um tanque e desenrascar umas braçadas. É antes mergulhar na Piscina de Espinho, aproveitando a sua amplitude, desenvolver braçadas e pernadas, com suavidade e com uma respiração eficaz e tranquila. Para complicar, talvez seja melhor, aproveitar aqueles dias de forte nortada, a qual levanta alguma ondulação e faz baixar a temperatura da água do mar, sempre límpida, que ocupa o lugar entre paredes e chão. Podemos ir para lá, segundo uma profundidade mínima, mas sabemos que ao vir para cá abre-se a possibilidade de uma profundidade bem mais funda. Deslocar-nos num meio diferente do habitual, onde profundidade é substancial não é para qualquer um. Caso seja intenção bater com a mão no fundo da piscina, situado nos sete metros, e voltar para cima nas calmas, tal exige preparação. Nadar nestas condições poderá ser amargo para alguns, mas para outros é uma experiência inolvidável.     

Nadar é uma acção que nos traz melhorias físicas consideráveis, limpa o esterco que nos invade e para o qual contribuímos. No entanto, ao nadar sobressaem momentos de profunda reflexão, muitas vezes sem se dar conta do seu início e até do seu fim.  

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