Antes de continuar quero
desenvolver uma ideia segundo a minha maneira de ver as coisas.
“Ler mais”, necessariamente,
significa vir a “ler melhor”. Também será verdade que “ler pouco” pode conceder
pontos à intuição, o que não deixa de ser aprazível.
“Ler muito” é importante se os
sucessivos actos contribuírem para o desenvolvimento das operações mentais.
“ler muito” é para quem pode.
“Ler muito” com açúcar é só para
alguns.
Depois destas pinceladas e tendo
em conta o assunto que anda por aqui convém estabelecer o que é “filosofar
sobre tal”.
Não é com certeza mergulhar para
um tanque e desenrascar umas braçadas. É antes mergulhar na Piscina de Espinho,
aproveitando a sua amplitude, desenvolver braçadas e pernadas, com suavidade e
com uma respiração eficaz e tranquila. Para complicar, talvez seja melhor, aproveitar
aqueles dias de forte nortada, a qual levanta alguma ondulação e faz baixar a temperatura
da água do mar, sempre límpida, que ocupa o lugar entre paredes e chão. Podemos
ir para lá, segundo uma profundidade mínima, mas sabemos que ao vir para cá
abre-se a possibilidade de uma profundidade bem mais funda. Deslocar-nos num
meio diferente do habitual, onde profundidade é substancial não é para qualquer
um. Caso seja intenção bater com a mão no fundo da piscina, situado nos sete metros,
e voltar para cima nas calmas, tal exige preparação. Nadar nestas condições poderá
ser amargo para alguns, mas para outros é uma experiência inolvidável.
Nadar é uma acção que nos traz melhorias
físicas consideráveis, limpa o esterco que nos invade e para o qual contribuímos.
No entanto, ao nadar sobressaem momentos de profunda reflexão, muitas vezes sem
se dar conta do seu início e até do seu fim.
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