Movimento
Se “o não ser não é” e o “ser é”, então como é possível o movimento?
Por trás de tudo na
natureza há um propósito.
O “propósito de uma
coisa” é realizado na plena perfeição do objecto em si, não na nossa concepção
do mesmo.
O mundo está
preenchido por entidades em constante mudança, movem-se de um ponto para outro,
os, todas as coisas estão em movimento.
As diversas mudanças
não implicam alterar por completo a entidade que se move.
Distingue a dualidade
do real, sem dividir a realidade.
A substância possui a
matéria – que está em constante movimento (transformação) – e a forma (é
imóvel).
Matéria e forma
relacionam-se com a ausência de movimento.
Acto e potência
relacionam-se com o movimento, um ser em potência só pode tornar-se um ser em
acto através de algum movimento.
Acontece
que a passagem da potência ao acto não se dá ao acaso, ela é causada.
Teve uma visão da
relação causa e efeito na natureza. Nela há diferentes tipos de causas. Se há um efeito segue-se de uma
determinada causa.
“Causa”:
-
Tudo aquilo que determina a realidade do ser.
- Auxilia na
compreensão de um processo de transformação ou movimento.
A potência em si mesma não é capaz de
formalizar o ser em acto, é necessário a intervenção de um agente transformador
(Causa Eficiente) guiado por uma finalidade
(causa final).
O movimento de todas as
coisas do mundo deve-se à existência da Substância
Primeira de todas as
substâncias: -imóvel, primeira fonte
necessária de movimento, primeiro motor, principal propulsor, que as colocou
originalmente e coloca em movimento.
Movimento/transitoriedade/mudança/transformação das coisas:
- Passagem da matéria à forma.
- Passagem da potência ao acto e do acto à
potência.
- Que
vai sempre da potência ao acto e da privação à posse.
-
Acto de um ser em potência enquanto está em potência.
Se as coisas mudassem
completamente ao acaso, não poderíamos conhecê-las.
“Conhecer”:
- Saber a causa de
algo,
- Saber pelas causas.
Nesta conformidade,
então é possível conhecer a coisa e no que ela se transformará no futuro.
Exige a si mesmo a
elaboração das regras que correspondem às mudanças ou movimentos.
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