terça-feira, 1 de junho de 2010

“Homem Medíocre” de José Ingenieros, Consciência on-line, 103 páginas.

José foi um filósofo de origem italiana e argentino por adopção. Dedicou-se ao estudo da psicologia, sociologia e política. Foi professor da Universidade de Buenos Aires, primeiro da faculdade de medicina e depois da de filosofia. Era querido dos seus alunos.
Na sua fase inicial foi um digno representante do positivismo.
Foi um dos fundadores do Socialismo na Argentina. Veio a aderir ao ideal comunista e participou na luta conta o imperialismo.
Mais tarde, depois de constatar o que era o socialismo de estado, torna-se simpatizante do ideal anarquista.
Morre muito novo.
Em face do que li neste livro que testemunha a sua elevada cultura, a sua morte prematura interrompeu o percurso de um grande génio da humanidade.
O primeiro parágrafo desta obra é um alerta bem delimitado para alguns, e simultaneamente, um hino grandioso que nos atira para o seu interior. Caixa onde os nossos sentimentos, paixões e comportamentos são analisados insistentemente, reconduzindo-nos à mudança, no sentido da rectidão suprema enquanto pares da relação social.
Ao longo da obra, de onde destaco um percurso da originalidade à mediocridade e da mediocridade à inferioridade mental, ou da juventude à idade avançada, vai-nos nos revelando o homem medíocre, com rotinas no cérebro e preconceitos no coração.
Do ideal ao génio, desenvolve diversos conceitos como o “mérito” e a “meritocracia”, “medíocre” e “ mediocracia”, passando pela vaidade, a inveja, a avareza, a dignidade, a coragem, a cultura e a velhice, entre outras questões.
Uma leitura entusiasmante de onde resultaram ideias e acréscimos a outras já existentes.
Ao livro digo até breve.


António Martins, no Porto, em 28.06.2010

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